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Haute Couture: o sonho das marcas de luxo!

11/jul

Estamos na época de transição das estações no mundo da moda, e lá fora as maiores maisons já apresentaram as suas apostas de alta costura para o Outono-Inverno 2018. Mas antes de falarmos das tendências, que tal primeiro uma aulinha de mercado da moda?

O termo “Haute Couture”, significa alta costura, só recebe este título quem faz parte da Chambre Syndicale de la Haute Couture. A alta costura define as peças que atendem as exigências do Ministry of Industry e da Fédération Française de la Couture, que dentre elas estão: ter um ateliê próprio, onde as roupas são feitas sob medida para o cliente diante de provas e uma equipe de no mínimo 20 funcionários, e estar situado em Paris. Deve ainda apresentar duas coleções por ano que incluam peças para o dia e formais para a noite. Hoje existem 15 marcas que podem utilizar o termo registrado, fora os convidados especiais para desfilar.

As peças de alta costura não visam ao lucro das compras, mas sim um posicionamento de marca, manter a imagem de luxo e elevar o perfil do designer.

Mas agora chega de papo e vamos para os looks que a gente sabe que vocês estão curiosas pra ver!

Valentino
Dualidade foi a o que marcou a coleção da Valentino para esta HC. Tendo como referência os quadros do espanhol Francisco de Zurbáran em contraponto as roupas monásticas católicas, a Valentino não quis em nada ser sutil. Apostou em uma pegada mais concretista gerando uma relação entre o espiritual e o carnal de uma forma contemporânea e nada clichê.

Chanel
A Chanel se inspirou na torre Eiffel para essa coleção de outono-inverno 2017/18. Pensou nela por ter sido considerada vanguardista desde a sua construção. E quem mais consegue ser tão monumental quanto Chanel?! As referências da Maison foram os chapéus de Maurice Chevalier e as pinturas de Sonia Delaunay, esta que fez contrate aos cinzas que foram os queridinhos tanto da Chanel, quanto da Dior.

Dior
A Dior sob os comandos de Maria Grazia trabalha com a dualidade do feminino, entre a força do empoderamento e o contraste com a delicadeza de princesas. Coube a ela, nestes 70 anos da Maison, mandar a mensagem da marca ao mundo. Inspirada em uma das frases do fundador, em que ele diz: “uma coleção completa deve ser direcionada pra todos os tipos de mulher em todos os países”, ela se aprofunda em composições que misturam a força com a sutileza, passando de tecidos estruturados à leveza esvoaçante dos vestidos de gala. Para ela, está é a receita perfeita de uma mulher Dior.

Fendi
Como de se esperar, a Fendi sempre com propostas nada utópicas. Lagerfeld ressignifica o inverno da HC tendo como temática os florais. A Maison italiana tem sua característica de ótimos feitos a mão, que são muito valorizados no mercado francês e em especial nas peças de alta costura.

Maison Margiela Artisanal
A Margiela sempre apostou em uma comunicação cult. Agora mesmo, com John Galliano orquestrando esse caos de referências, a Maison está construindo uma relação mais próxima ao mercado pop, sem deixar de passar sua mensagem. Para esta coleção, a aposta foi em roupas com ar de obras de arte, que estão ao contrário da volubilidade do mercado. A proposta é não ser fácil de usar, como por exemplo os enfeites pendurados nas peças, não sendo funcionais, mais sim composições estéticas, dignas de influenciadoras futuristas.

Armani Privé
Na Armani, a alta costura teve seu ar de mistério. Apostando na contramão das demais maisons, a escolha foi o floral mais escuros e pesados. Nesta coleção o sr. Armani passeou entre terninhos e vestidos estruturados, ressaltando a alfaiataria italiana impecável, que é marca registrada da casa Armani.

Com informações de Lilian Pacce